" " NOVA CASTÁLIA: CUBA MAIS CUBA DO QUE NUNCA

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domingo, 21 de dezembro de 2014

CUBA MAIS CUBA DO QUE NUNCA



O regime cubano não se encontra alicerçado sobre a desculpa do embargo norte-americano, e a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba tornará patente essa realidade. Há supostos especialistas acreditando, sinceramente, que a futura extinção desse embargo será capaz de demolir o comunismo na ilha caribenha. Bullshit! Se nem sequer a comprovação dos 100 milhões (ou mais) de assassinatos produzidos pelos comunistas no século vinte conseguiu dar cabo definitivo da sustentação ideológica, por que o término de uma mera cascata terá esse poder inimaginável?

Cuba estava economicamente enfraquecida, e Raul Castro assumiu o poder na ilha com a missão de recuperar o fôlego do regime. Se a abertura econômica, o maior acesso dado à internet e o diálogo cordial com os Estados Unidos significassem realmente o fim do socialismo, digam-me, sabichões, por que razão esse fenômeno não ocorreu em território chinês?

O comunismo tem mais de um século de história, além disso, muita experiência para exercer controle suficiente sobre as mudanças econômicas. Cuba será obrigada a lidar constantemente com algumas dezenas de blogs como aquele de Yoani Sanchez? Sim, mas provavelmente a dinastia Castro previu esse risco com razoável antecedência, e não me supreenderei se testemunhar, em breve, internautas cubanos louvando os frutos minguados do acordo.

Cuba alçou-se de categoria no ambiente internacional. Seu regime conquistou, enfim, uma sobrevida, e todos os crimes do passado e aqueles que sucederem, doravante, serão eclipsados pelos efeitos da aproximação com Obama. Os comunistas cubanos receberam de presente, sendo assim, outra justificativa satisfatória: haver entrado ativamente no âmbito das relações internacionais com a nação mais poderosa do mundo. Munida desse novo status, tornando-se foco de investimentos, a ilha da fantasia castrista receberá o investimento estrangeiro tão necessário às reformas que fortalecerão o regime socialista, tal como sucedeu com os chineses.

Para os Estados Unidos, o acordo nada oferece de positivo. Mesmo louvando a atitude tomada por Barack Hussein Obama, os outros mandatários da América Latina não pretenderão extinguir o discurso antiamericano. Sua retórica populista disso depende. Os acordos internacionais de comércio empreendidos por Brasil, Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, etc, seguirão a mesma rotina de dar prioridade às relações com China e demais emergentes do BRIC.

Obama, aquilo que fez, foi simplesmente transmitir a Raul Castro uma carta de crédito fabulosa sem ter recebido disso nem sequer uma contrapartida razoável.

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